Vereador Leandro Fizzo se declara extrema direita em um pequeno debate de ideias.


Durante a ultima sessão da Câmara desta segunda (14) no uso da palavra livre o vereador disse que "como pode uma pessoa de bem pode digitar 13, ver a foto de um ladrão e votar".

A reação na plateia foi imediata, "Como se o bozo não tivesse roubando também", "é que quanto estava o ladrão a gasolina e a carne estavam baratas" disseram.


Ao final da sessão o tema foi em torno da precificação do combustível, para o vereador o governo não deve intervir.


Para o vereador a Petrobras esta certa em manter o preço em Dólar, como justificativa erroneamente, usou a falta de refinarias em nosso pais, que hoje possui 17, sendo 3 paradas onde operam com pouco mais de 60% da capacidade, devido a falta de investimento e interesse do governo.


Outra coisa que muita gente, inclusive o vereador acha que se houver lucro da Petrobras o dinheiro é usado em beneficio do povo, na verdade, o Estado ganha os royalties e lucro exorbitante dos combustíveis vai para os acionistas a outra parte é usada pela estatal para investimento.


Confira a entrevista.


Saiba mais.


Em 2020, um a cada 4,5 litros de diesel queimados nos motores dos caminhões no Brasil veio de fora do país; e um a cada 6,4 litros de gasolina. Em termos mais usuais: 22% do diesel, 15,6% da de gasolina. Em termos mais usuais: 22% do diesel, 15,6% da gasolina.


O Brasil exporta seu enorme excedente de óleo cru. Dos 2,8 milhões de barris por dia, 1,3 milhão. Ou seja, 46%. E não é só por conta da falta de capacidade de refino.


O ponto é que boa parte das 17 refinarias em operação no país foi projetada para trabalhar com óleo leve, fácil de refinar, vindo da Arábia Saudita – nossa fonte quando éramos grandes importadores de Petroleo.


O petróleo brasileiro é de um tipo muito valioso, de alto nível. Se fosse completamente refinado aqui, ganharíamos não apenas em qualidade, mas também em economia: não pagaríamos os custos de importação, nem estaríamos sujeitos às oscilações do dólar e do mercado internacional do petróleo.


E a questão das refinarias brasileiras?


As refinarias de Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, e o Complexo Comperj, na cidade de Itaboraí, no litoral do Rio de Janeiro, estavam em construção justamente para processar o petróleo brasileiro e resolver este dilema.


Porém, as obras da Abreu e Lima foram suspensas no início de 2016, pelo governo Temer, quando 95% já estavam concluídas. Dos dois trens de refino projetados, o primeiro tem operado com menos de 50% da capacidade, e o segundo está se deteriorando pela interrupção das obras.


Em um estágio ainda mais avançado, as obras do Complexo Comperj também foram interrompidas: bastava a montagem dos equipamentos (já recebidos) e os ajustes finais para entrar em operação.


Além de resolverem a incompatibilidade entre tipos de petróleos e refinarias, as unidades gerariam milhares de empregos e produziriam combustíveis mais baratos, em posições estratégicas para o país.


Por que o governo não conclui as obras?


Como o petróleo brasileiro é altamente valioso, essa qualidade chamou a atenção do capital estrangeiro, que tem interesse pelo nosso petróleo cru. Afinal, multinacionais pagam barato por ele, e depois vendem para o Brasil o combustível refinado, cobrando caro.


Embora o refino dentro do Brasil barateasse os custos para os brasileiros, o atual governo prefere reduzir as atividades das refinarias aqui para entregar nosso petróleo cru ao estrangeiro.


Hoje, as refinarias operam com pouco mais de 60% da capacidade. No passado, já operaram com 95%.