Tereza Cristina ajuda Lula a faturar na crise dos fertilizantes

Lula critica Temer e Bolsonaro por fecharem fábricas de fertilizantes

Foram os governos de Temer e Bolsonaro que erraram, não o Brasil, como disse a ministra Tereza Cristina, fechando fábricas de fertilizantes na Bahia, em Sergipe e no Paraná, afirmou o presidente Lula.



Foram os governos de Temer e Bolsonaro que erraram, não o Brasil, fechando fábricas de fertilizantes na Bahia, em Sergipe e no Paraná, afirmou o presidente Lula e sua conta do Twitter. Além disso, completou, “também abandonaram a construção de novas fábricas de fertilizantes em Minas e no Mato Grosso do Sul”. Lula respondeu à manifestação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, dizendo que “o Brasil errou” ao fechar as fábricas de fertilizantes.


De acordo com Lula, o governo atual aprofunda a dependência de derivados de petróleo importados, como fertilizantes e combustíveis, ao mesmo tempo que destrói empregos no país. O Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados na produção agrícola. No caso dos insumos com potássio, o percentual chega a 96%. O país também importa gasolina a preços determinados pelo mercado internacional. O governo Bolsonaro será responsável por falta ou aumento excessivo dos fertilizantes no Brasil, denunciam parlamentares petistas na Câmara dos Deputados.


“Ele fechou a Fafen (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados) no Paraná, não concluiu a fábrica do Mato Grosso do Sul e paralisou atividades em outras duas fábricas, uma em Sergipe e outra na Bahia, para depois arrendá-las”, acusou o petroquímico Gerson Castellano, diretor de Relações Internacionais e Setor Privado da FUP, no Portal da CUT.


Em fevereiro de 2020, numa canetada, Bolsonaro fechou a Fafen, unidade responsável pela produção de 30% do mercado brasileiro de ureia e amônia e 65% do Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32). O fim das atividades jogou mais de mil trabalhadores na rua. Agora, a Petrobras tenta vender as instalações da fábrica.


A empresa anunciou no início deste mês a venda da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN3), em Três Lagoas (MS), ao grupo russo Acron, com cerca de 80% das obras concluídas. Bolsonaro comemorou, mas os compradores russos têm mais razões para festejar.


A construção da UFN3 começou em setembro de 2011, mas foi interrompida em dezembro de 2014. Se concluída, a fábrica terá capacidade projetada de produção de 3.600 toneladas de ureia e de 2.200 toneladas de amônia por dia.


O dirigente da FUP lembrou que, mesmo com as fábricas em funcionamento, o Brasil ainda importava 50% dos fertilizantes usados no campo. O fato deveria justificar a abertura de mais fábricas – afinal, o país é o segundo maior exportador de alimentos do mundo – e não o fechamento das existentes.


“A gente já alertava sobre isso lá atrás. Em 2020, quando Bolsonaro fechou a Fafen, alertamos que a falta de estratégia do governo colocaria o país em uma situação de dependência total dos insumos”, apontou Castellano.