Preço de leite e derivados tem alta maior que a inflação

Nos últimos meses, os produtos de leite e derivados estão com um aumento maior que a inflação. O Jornal Hoje conversou com produtores e especialistas para saber o motivo.


De acordo com o IBGE, nos últimos 12 meses os preços do leite longa vida, vendido em caixinha, e do queijo subiram quase 15%. Iogurte e bebidas lácteas, 18%. E o requeijão está 20% mais caro. Índices bem maiores que a inflação acumulada ao longo desse período, que ficou em 11,30%.



“O custo de produção de leite nos últimos dois anos ele evoluiu cerca de 45%, uma alta muito expressiva e o preço do leite não acompanhou esse aumento, piorando a rentabilidade do setor", explica o economista e pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho.

Normalmente os preços do leite e dos derivados costumam subir durante a entressafra, período que vai de abril a junho, quando chove menos no brasil. Mas, neste ano, os consumidores já estavam pagando mais caro desde fevereiro, reflexo do aumento dos custos de produção que estão impactando toda a cadeia leiteira e que, segundo os produtores, não param de subir.


“Passamos aí por seca, pandemia, agora vem essa guerra que está impactando os custos no mundo inteiro”, diz o presidente da Associação dos Produtores de Leite de Santa Rita de Caldas e Regional – Sul de Minas, Juliano Carvalho Barbosa.

Com menos oferta de leite no mercado, a fabricação do queijo também diminuiu. E o que vai para o balcão para ser vendido, fica mais caro.