Parcial da inflação é a maior para abril em 24 anos, diz IBGE

IPCA-15 nacional tem forte alta propulsionada pelos grupos alimentação e habitação

A alta de 1,73% registrada em abril pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi a mais elevada para os meses de abril, o IPCA-15 foi o mais acentuado desde 1995, quando ficou em 1,95%, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



Considerando todos os meses, desde fevereiro de 2003 não se vê alta tão forte, quando ficou em 2,19% naquela ocasião.


O resultado fez a taxa acumulada em 12 meses passar de 10,79% em março para 12,03% em abril, a mais elevada desde novembro de 2003, quando estava em 12,69%.


Este levantamento, divulgado na manhã desta quarta-feira (27), diz respeito às principais capitais, Goiânia e Brasília. Os números oficiais para Campo Grande são divulgados no levantamento completo de cada mês.


No mês de abril de 2021, o IPCA-15 tinha subido 0,60%. Com o resultado do IPCA-15 de abril de 2022, a taxa acumula um aumento de 4,31% no ano, segundo o IBGE. O levantamento inicia-se no dia 16 de um mês e é finalizado no dia 15 do mês seguinte. O medidor oficial, o IPCA utiliza como período de análise, todo mês, começando do dia 1º até o último dia.

Olha o gás

Os gastos das famílias brasileiras com Habitação passaram de um aumento de 0,53% em março para uma elevação de 1,73% do grupo em abril, o que resultou numa contribuição de 0,28 ponto porcentual para a taxa geral de inflação de 1,73% registrada pelo IPCA-15 este mês.


A maior pressão no grupo partiu do aumento de 8,09% no gás de botijão, uma contribuição de 0,11 ponto porcentual para a inflação.


A Petrobras anunciou um aumento de 16,06% no valor do gás liquefeito de petróleo (GLP) vendido nas refinarias em 11 de março, ou seja, o IPCA-15 de abril absorveu a maior parte do reajuste.


A energia elétrica ficou 1,92% mais cara, com impacto de 0,09 ponto porcentual sobre a inflação.



Alimentos

Os gastos das famílias com alimentação e bebidas passaram de uma alta de 1,95% em março para um aumento de 2,25% em abril, segundo IPCA-15.


O grupo Alimentação e Bebidas deu uma contribuição de 0,47 ponto porcentual para a taxa de 1,73% do IPCA-15 deste mês.


A alimentação no domicílio saiu de uma elevação de 2,51% em março para um aumento de 3,00% em abril.


Os destaques foram as elevações no tomate (26,17%) e no leite longa vida (12,21%), que contribuíram conjuntamente com 0,16 ponto porcentual para o IPCA-15 do mês.


Houve altas expressivas também na cenoura (15,02%), óleo de soja (11,47%), batata-inglesa (9,86%) e pão francês (4,36%).


A alimentação fora do domicílio desacelerou de uma alta de 0,52% em março para aumento de 0,28% em abril. A refeição fora de casa ficou 0,45% mais cara em abril, enquanto o lanche subiu 0,07%.


*Com informações de Estadão Conteúdo