Lula lidera seguido por Bolsonaro; Moro em terceiro empatado com Ciro Gomes

RIO — Uma nova pesquisa da Genial/Quaest sobre as intenções de voto para as eleições de 2022, divulgada nesta quarta-feira, aponta que o ex-presidente Lula (PT) segue na liderança em todos os cenários, com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em segundo lugar. Sergio Moro, que se filiou hoje ao Podemos, desponta tecnicamente empatado com Ciro Gomes (PDT).



A pesquisa apresentou dois cenários eleitorais: um com o governador de São Paulo, João Doria, como candidato do PSDB; e outro com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Em ambos, o ex-presidente Lula teria mais de 50% dos votos válidos vencendo já no primeiro turno.


No primeiro cenário, Lula teria 48% dos votos; Bolsonaro, 21%; Moro, 8%; Ciro Gomes, 6%; Doria, 2%; e Rodrigo Pacheco (Democratas), 1%. O número de brancos e nulos é de 10% e o de indecisos, 4%.

No segundo cenário, Lula teria 47% dos votos; Bolsonaro, 21%; Moro, 8%; Ciro Gomes, 7%; Leite, 1%; e Pacheco, 1%. O número de brancos e nulos e de eleitores indecisos é igual.

Quando apenas Lula e Bolsonaro são apontados como candidatos, 46% dos entrevistados preferem que o petista vença as eleições de 2022. Em segundo lugar estão os eleitores que não querem "nem Lula, nem Bolsonaro", com 25%. O atual presidente fica em terceiro lugar com 22%.


Nas simulações de segundo turno, Lula vence em todos os cenários: 57% dos votos contra 27% de Bolsonaro; 57% contra 22% de Moro; e 53% contra 20% de Ciro Gomes.

O levantamento foi feito presencialmente entre os dias 3 e 6 de novembro com 2.063 entrevistas em 123 municípios nos 26 estados e no Distrito Federal. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, e a margem de erro, de 3%, para cima ou para baixo. O estudo que vem monitorando a avaliação governo desde julho foi feito pela Quaest, empresa de inteligência de dados que faz análise de redes sociais e pesquisas de opinião pública.


Governo tem pior avaliação

A reprovação ao governo subiu de 45% para 56%, entre julho e novembro deste ano. Já a aprovação caiu de 26% para 19% no período. Além disso, 69% dos entrevistados acham que Bolsonaro não merece ser reeleito.