Bolsonaro cresce entre mulheres, e Lula ganha pontos entre homens, mostra Datafolha

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) conseguiu ganhar pontos entre um dos eleitorados mais vitais e impermeáveis a ele na corrida eleitoral de 2022: as mulheres.


Segundo a nova pesquisa Datafolha, realizada de 27 a 28 de julho, Bolsonaro subiu de 21% para 27% de intenções de voto femininas em relação à rodada anterior, de 22 e 23 de junho. Ainda perde com larga distância de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tinha 49% antes e oscilou negativamente para 46%.



Mas foi um crescimento acima da margem de erro, o que deve ser celebrado pelos estrategistas de Bolsonaro, que têm insistido em que o presidente faça sinalizações a esse grupo. Com efeito, ele o fez na convenção que o sagrou candidato pelo PL, no domingo (24), com diversas citações ao público feminino.


Mais: nela teve destaque a primeira-dama, Michelle, que discursou enumerando os supostos feitos do governo para as mulheres. Com um detalhe que pode explicar a subida, o fato de que ela, evangélica, fez uma oração no palco.


Bolsonaro também ampliou sua vantagem sobre Lula nesse grupo, passando agora a ter 43% a 33% de vantagem sobre o petista. Pode haver uma intersecção nos segmentos, puxando para cima a intenção do presidente entre mulheres.

Seja como for, a campanha de Bolsonaro tem insistido em que ela participe mais de eventos eleitorais. Acredita que as críticas de subserviência ao marido, feitas em redes sociais, são de eleitoras à esquerda já fora do alcance do presidente.


Ambos, Bolsonaro e Michelle, são vocais críticos da ampliação do direito ao aborto, por exemplo. Essa é uma bandeira católica também, mas nesse grupo majoritário (54% da população), mas menos organizado politicamente, Lula lidera por 52% a 25%. Mulheres são 52% da amostra do Datafolha, enquanto evangélicos somam 25%.


Fazendo o caminho inverso, Lula ampliou sua vantagem sobre Bolsonaro entre os homens, onde ela era menor. Fez isso de forma proprcional: ganhou quatro pontos percentuais sobre o índice de junho, enquanto o presidente perdeu o mesmo número.


Agora, o ex-presidente tem 48% do voto masculino, ante 32% de Bolsonaro. Homens são 48% da população aferida pelo instituto.