Bolsonaro ameaça WhatsApp após empresa fazer acordo com TSE


Durante motociata realizada nesta sexta, o presidente já havia criticado o acordo realizado entre o aplicativo e a Corte

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a atacar o WhatsApp e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste sábado (16). Durante passeio de moto no Guarujá, litoral sul de São Paulo, o presidente declarou que vai pedir uma reunião com os gestores do aplicativo.



Em tom de ameaça, Bolsonaro declarou que no Brasil um produto tem que estar aberto para todo mundo. "Se eles [do WhatsApp] podem fazer um acordo desses com o TSE, podem fazer comigo também, por que não? Pode fazer com você, pode fazer com qualquer um. No Brasil, ou um produto está aberto a todo mundo ou tem restrição para todo mundo", ameaçou Bolsonaro.

Posteriormente, o presidente fez críticas diretas ao TSE e ao ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente da Corte.


"Agora o grande problema que a gente tem, e não consigo entender, é com o Tribunal Superior Eleitoral. Virou lá um grupo fechado, o TSE Futebol Clube. O que se fala e lei. Há poucas semanas o Alexandre Moraes falou que quem desconfiar do processo eleitoral vai ter o registro eleitoral cassado e preso. Ô, Alexandre, eu estou desconfiado. Vai me prender? Vai caçar o meu registro? Que democracia é essa", disse.

Bolsonaro ataca acordo entre WhatsApp e TSE: "Não será cumprido"

O presidente Jair Bolsonaro (PL), em discurso realizado na manhã desta sexta-feira (15), após a realização de uma motociata em São Paulo, atacou o acordo realizado entre o Tribunal Superior (TSE) e o WhatsApp. A Meta, empresa controladora do aplicativo, divulgou a nova funcionalidade chamada "Comunidades", que vai permitir grupos com milhares de pessoas, mas, fez um acordo com a Corte eleitoral e só vai liberar a funcionalidade no Brasil depois das eleições.


"O WhatsApp passa a ter uma nova política par ao mundo, mas uma especial respectiva par ao Brasil. Isso após um acordo com três ministros do TSE", criticou Bolsonaro.

Em seguida, Bolsonaro afirmou que o acordo não será cumprido. "Não vai ser cumprido esse acordo que porventura eles tenham feito com o Brasil. Cerceamento, censura, discriminação. Isso não existe. Ninguém tira o direito de vocês, nem por lei", atacou Bolsonaro.


"Isso que o WhatsApp está fazendo no mundo todo... Sem problema. Agora, abrir uma excepcionalidade para o Brasil? Isso é inadmissível, inaceitável e não vai ser cumprido esse acordo que por ventura eles tenham feito com o Brasil, com informações que eu tenho até o presente momento", disse.